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Continuidade do regime remoto na UPM

Foto do escritor: BARDI FAUDBARDI FAUD

_Amanda Sá


No sábado, 21 de janeiro, a informação sobre o ensino a distância adotada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie foi informada e divulgada para a Folha de São Paulo, o que acarretou em um desespero em massa dos estudantes universitários que já tinham se programado para ingressar o ano de 2022 com aulas presenciais. Assim, no dia 24 de janeiro de 2022, faltando 8 dias para o retorno das aulas presenciais, a UPM publicou o novo posicionamento por meio de um comunicado oficial de suspender as aulas presenciais confirmadas anteriormente, adotando o REC 3. A universidade afirma que em 12 de março revisará a decisão tomada, mas não confirmou se as aulas serão presenciais, criando uma instabilidade na vida dos estudantes mackenzistas.


Segundo o comunicado, a decisão foi feita devido a instabilidade no cenário da saúde, e com o aumento de casos, no momento, a universidade já consta com mais de 300 funcionários contaminados, e especialistas afirmam pico de contaminação no final de fevereiro, afirmando que seria um risco desnecessário à volta do presencial e ineficácia do híbrido testado no ano anterior. Em contrapartida, alunos protestam que ao tomar essa decisão às pressas a instituição não levou em consideração a grande parcela de alunos que não residem na capital paulista, e que já tinham se programado com antecedência para ingressar o ano em uma nova cidade, alugando apartamento e comprado passagens rodoviárias ou aéreas para a volta do presencial.


Em entrevista, a aluna do 3 semestre de Arquitetura e Urbanismo, Camila Facuri, afirma que ficou desesperada ao ler a notícia no site da Folha de São Paulo, sem receber comunicado prévio. Considerando que ela se encaixa no grupo de alunos que não residem na cidade de São Paulo, e acrescenta: “Como eles tinham falado desde dezembro que ia ser presencial, a grande maioria já tinha ido atrás de moradia e passagem, o custo de São Paulo não é barato, então me sinto totalmente prejudicada. A maioria das pessoas da minha idade já estão com as duas doses e a terceira agora para o começo de fevereiro, o que deixa mais seguro o retorno ao presencial”.


Por meio de uma pesquisa prévia feita pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie (DAFAM) é notável um número expressivo de alunos indispostos à volta do presencial. Porém, em um cenário EAD x híbrido a pesquisa aponta que a grande maioria optaria pelo regime de aulas híbridas, mas mesmo assim o Mackenzie decidiu por manter pelo método de ensino remoto.


A decisão da instituição gerou uma reação dos alunos principalmente de direito que se organizaram com outros estudantes por meio de abaixo- assinados online e páginas em redes sociais para protestar a decisão tomada pela faculdade visando convencer a instituição a aplicar pelo menos um regime híbrido de aulas, mas a tentativa de manifestação não gerou muito resultado, a faculdade listou suas razões e não voltou atrás no REC 3.


No contexto de crise sanitária, foi deliberado pelo MEC as 3 opções para o regime educacional. O regime híbrido busca alternar aulas presenciais com aulas remotas - método que os estudantes tentaram reivindicar-, em seus benefícios, o método minimiza a aglomeração aumentando o controle sobre os alunos, sendo um ótima maneira de reintrodução às aulas, entretanto em suas desvantagens incluem a dificuldade de gerir a turma interferindo no rendimento do processo, e a baixa adesão dos alunos baseando se no ano de 2021, alguns argumentos também utilizados pela instituição de ensino superior.


A respeito do método adotado pelo Mackenzie, o ensino remoto garante uma maior segurança sanitária,em contrapartida não tem recebido feedbacks positivos, alunos reclamam do baixo aproveitamento das aulas, falta de concentração e desânimo generalizado. E por último, o ensino presencial, que sempre haverá um risco mesmo com os alunos e funcionários duplamente vacinados, mas que seria a volta da rotina e um estímulo para a maioria dos alunos.


Ao contrário da decisão do REC 3, a sociedade caminha ao novo normal, mesmo com o aumento abrupto de casos de infectados. Volta de casas de shows e eventos lotados, shoppings e restaurantes continuam abertos, profissionais retornam a trabalhar, e outras faculdades e outras instituições de ensino se empenham para se inserir na nova rotina, incluindo o ensino fundamental e médio do Mackenzie que regressa em 2022 em regime presencial.


Até quando o Mackenzie negará o novo normal?


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